quarta-feira, 24 de março de 2010

Dreamcatcher



Music Dolls - Chapter 01: Dreamcatcher


Cheiro de flores. Inúmeras. Algumas que nem ele mesmo conhecia, e outras já bem familiares ao seu olfato, como as sempre lindas e elegantes rosas, as divertidas margaridas e girassóis, jasmins, camélias e etc.

Escuridão, aos poucos ia abrindo os olhos e se encontrando em um lugar totalmente desconhecido, mas estranhamente confortável para o rapaz. O sua vista era de um ponto baixo, o que logo notou ser por conta de sua queda ou qualquer coisa do gênero. Estava deitado no chão e realmente não sabia como aquilo aconteceu.
Levantou-se e girou lentamente em torno do próprio eixo. Buscava inutilmen
te reconhecer o local, captando cada detalhe das paredes de pedra cuidadosamente esculpidas e do vasto jardim, sabia que o era mesmo que na escuridão desse para ver apenas as plantas mais próximas do corredor coberto onde estava. Iluminação precária, não conseguia nem ver além do pedaço de corredor em que estava, nem para trás nem para frente. Nenhuma porta nesse trecho.
Parara por um momento. O som de seus sapatos... Não são os seus sapatos, o som era diferente, alias, até se sentia mais alto. Olhara para os pés e os via calçados em um sapato novo como só os ricos tinham dinheiro para ter. Reparara também que suas calças eram diferentes, novas, bem engomadas e igualmente luxuosa.
Procurou uma janela, com a escuridão que estava, as poucas velas que estavam no chão de mármore italiano causariam um efeito de espelho aos vidros.
Olhou-se e logo teve uma grande surpresa ao ver como estava. Era um sonho, só podia! Estava tão elegante quanto um nobre! Piscou os olhos algumas vezes, para confirmar o que via no reflexo do espelho, seu sorriso bobo só aumentava a cada vez que se via. Voltou a olhar em volta mais feliz, sua curiosidade aumentava e queria saber o que havia se passado, como tinha chegado ali e quem fora a boa alma que lhe dera ao pelo menos emprestara aquelas roupas tão caras.

Mais passos, cada vez mais próximos. Correu em direção aos mesmo e só teve tempo de ver a barra de um vestido branco bem rendado se arrastar calmamente para dentro de um salão solitário no meio do jardim. Não conseguia ver muito, as luzes do salão ainda estavam sendo acesas, vela por vela, isso somado ao fato da dona do vestido parecia sempre saber como se esconder das grandes janelas que aquela construção extra possuía.


Caminhou em meio a escuridão, lentamente para não tropeçar ou então ferir uma das belas plantas que ali existiam. Ao tocar novamente o chão de mármore já podi
a ouvir o som de um violino. Seu sorriso aos poucos morria com o choro do instrumento. Aproximou-se da entrada e viu uma bela menina a tocar de costas para a grande porta. Seu vestido deixava os ombros e os braços a mostra, a pele alva e delicada o atraiu por uns instantes. Vestido muito delicado, alças completamente de renda que seguravam pelo lado, um espartilho branco com pequenos detalhes em fio de prata e uma saia longa um pouco rodada, tendo como camada mais externa apenas um tecido de renda bem fino. Era como se visse uma boneca de porcelana criando vida e chorando por ser o que era. Balançou a cabeça, da onde tinha tirado aquela comparação? De qualquer forma não conseguia evitar tal pensamento ao observar a violinista tocando.
Cabelos de um ruivo acastanhado, claro e que a faziam única. Presos por uma trança frouxa, varias mexas caiam pelos lados do delicado rosto de menina que ela tinha.

Uma dor no coração. A musica havia parado e a jovem se virado para encarar o intruso e ele nem ao menos reparara. Seus olhos se cruzaram. As esmeraldas frias e tristes dela com os aconchegantes olhos castanhos do rapaz. Uma lagrima escorreu pelo rosto
dos dois e eles não percebiam.
-Erin....- Uma voz doce... ... seguida de um trovão e um tranco que a carruagem deu. Acordou assustado e olhou em volta. Tinha razão, era tudo um sonho! Irritou-se ao ver que ainda estava com as vestes simples de um musico iniciante e seu irmão mais velho a dormir na sua frente, ainda dentro de uma pequena carruagem. A noite ia alta, a chuva continuava a castigar e pelo jeito iria demorar ainda mais para os dois chegarem ao local de destino.
Fitou o irmão dormindo na cadeira da frente. Impressionante como aquele ser conseguia dormir em qualquer canto e de qualquer forma! Um rapaz que lembrava o musico, só que mais alto e de um corpo mais bem farto e menos definido.
Roncava. Como conseguiu dormir de chegar a sonhar com alguém roncando desse jeito?
Puxou ar até encher plenamente os pulmões e tocou o tampo de sua maleta. Sua paixão estava ali dentro.

Poderiam ser consideradas aquelas caricias quase indecentes pela forma com que ele ficava ao faze-lo se não fosse o fato de que o jovem moreno acariciava uma humilde caixa de madeira, mas seu amor pelo instrumente que ficava guardado dentro era tamanho, que muitos poderiam pensar que ele preferia continuar aquele ritual que o hipnotizava a fazer o mesmo com uma bela jovem! Aquelas caricias o acalmavam quanto ao fato de ter acordado tão cedo do sonho. Aos poucos, animava-se novamente. Chuva e uma nova oportunidade, não podia ficar tão mal apenas por conta de um sonho – mesmo que esse fosse extremamente real.

A ansiedade voltou. Seu amor pela musica e talento conseguiram arrumar uma passagem de ida para Londres!

Perto da realeza, no coração da Inglaterra! Bem... Talvez não tão no coração. Na verdade sua carruagem ia para uma cidadezinha bem próxima. Pequena em população, gigante em riqueza! Um lugar tão pequeno conseguira juntar muitos nobres, era mais um Resort do rei.

Mesmo muitos nobres, ainda existia pessoas miseráveis, assim como sua família. Condução luxuosa, mas com um destino não tão luxuoso assim. Por motivo de medo, preferia passar os primeiro dias na casa dos parentes – não eram bem parentes, eram os “contatos” de seu irmão mais velho, que acabaram por conseguir esse trabalho para ele. –, ir direto morar com o Duque de Berni parecia uma idéia que o incomodava. Era educado mas mesmo assim tinha medo de cometer muitas falhas... Preferia ir se acostumando aos poucos.


Musica da chuva que aos poucos suavisava-se de trovões... Chacoalhar da carruagem que ia lentamente para não ter problemas com a lama do caminho acabava se tornando quase um embalar da natureza para que o cansado rapaz voltasse a dormir.
Ao perceber o que aquele espetáculo que estranhamente adorava estava pretendendo, sorriu de canto, talvez conseguisse retomar o sonho de onde parou e assim, saber quem era a tão encantadora violinista.
Os topázios marrom-claro que o rapaz tinha como olhos são lentamente escondidos por suas pálpebras. Coincidentemente quando o veiculo passa por um buraco um movimento do rapaz é feito e acaba se tornando um tanto bruto demais para um corpo tão esguio e aparentemente delicado. Tinha intenção de se acomodar no lugar, que era tão pequeno que ele precisaria dar uma de contorcionista para conseguir dormir sem ter que abandonar seu amado violino.

Para época, ele já era considerado um homem com seus recém completos 18 anos. Era para ter maturidade mas continuava a agir como um menino, ansioso para voltar a dormir e reencontrar alguém que só existia em seus sonhos.

De olhos abertos observou a chuva por mais um tempo, imaginando que se não passassem por mais nenhum buraco fundo, ela o fizesse dormir.


Ao longe, uma mansão, quase um castelo era iluminado por um raio. Piscou os olhos varias vezes ao ver que além da grande casa principal existia também uma construção menor, que deveria ser apenas um salão. Era muito parecido com o seu sonho. Pode sentir o cheiro das flores se misturarem com o da terra molhada e aquela musica de violino. Tinha que descobrir o nome daquela musica, tinha que descobrir de quem era aquela morada!
Estava tão animado com as novas perguntas, que nem percebeu que seus olhos já fecharam e que tudo que via agora era meramente uma cena que suas pupilas gravaram.

Adormeceu.


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~~Aviso~~

Music Dolls é uma historia minha, criada 100% da minha cabeça fraca. Por favor, se tem algum amor pelas coisas que cria, NÃO COPIE os meus textos! São importantes para mim, são parte de mim, então não o faça!

A todos os que leram, obrigada. Em breve tentarei dar continuidade a historia.

The Castle XI


Acordo me sentindo tão bem, tão leve.

Finalmente as tempestades passaram e acho que começo um período de calmaria para poder me recuperar.

Tudo está se ajeitando e sei que não vai durar e justamente por isso aproveitarei o máximo que posso!

Minha historinha, fico feliz que esteja conseguindo continua-la, mas falta algo. Falta o gato! Nos momentos da tempestade ele esteve aqui, agora que as coisas se acalmaram ele sumiu!

Onde será que aquele felino se enfiou? Na certa, está aprontando algo...

Sinto falta dele...Gostaria de mostra-lo a nova historia que estou escrevendo! Não é sobre as que já comentei, é diferente – apesar de nem tanto.

Lembra um pouco Pinocchio, mas não...Talvez Vocaloid, mas não foram criados para encantar o mundo, se bem que no fundo não sei da historia desse programa. De qualquer forma estou empolgada e poderá ser algo interessante no final!

Me arrumo, faço meus deveres e vou para a biblioteca. Puxo um caderno em branco e me sento a mesa para escrever.

Quando ele chegar, deve me procurar aqui...Eu espero.

Life is like a Boat

The Castle X - 2


De volta ao castelo encontro braços quentes para me acolher. É tão bom ter alguém nos esperando! Me aconchego, a encho de mimos e tudo mais. Não sei porque estou tão melosa, mas estou e não dou a mínima para isso!

Passamos um tempo junto mas logo reparo que o tempo está novamente a brincar conosco de um jogo já conhecido.

Ele está correndo em velocidades diferentes. Para mim, vários anos viraram em um segundo, acho que para a minha criança algo parecido está acontecendo.

As coisas mudaram, nos mudamos, não somos mais as mesma de quando Bazett conheceu a recém liberada do sanatório.

Amadurecemos, de formas, velocidades e por experiências diferentes. Mas amadurecemos.

Estamos todos correndo, navegando, voando, o meio não importa mas nossas vidas seguem. As vezes por estradas comum, as vezes por caminhos diferentes. Não importa como, nos mudamos e se nos mantivermos juntas nem sempre a mudança é percebida, mas quando os caminhos começam a se afastar essa mudança fica mais nítida.

Não tema, é normal e não significa que você está se afastando deles ou eles estão se afastando de ti. Significa apenas que seus olhos agora estão mais abertos e você pode ver melhor as coisas, e podendo vê-las você tem o direito de altera-las em alguns pontos.

Se não conseguir, também não se deixa abater, um caminho novo está para surgir e você tem que estar alerta. Uma tempestade pode vir, ou então algo bom, nunca se sabe.

Sempre que quiser pode correr aqui para meu castelo e descansar um pouco, sentindo-se forte novamente eu a deixarei partir com a esperança de que nossos caminhos continuem sempre próximos!

Sobre as pressões... Elas sempre existiram, sempre vão existir e a tendência é piorar, sinto mas sobre isso eu não tenho como dizer algo que a anime! É um treinamento e como tal sempre vai se tornar mais difícil dentro do seu limite. Você vai conseguir. Vai ficar tudo bem, força!

The Castle X - 1

Mais uma vez chuva, esta era um pouco diferente. Fina e constante, parecia mais uma garoinha do que as chuvas que caíram tempos atrás.

O tédio me levou até o lado de fora, a minha criança louca estava aqui mas tinha trabalho a fazer e eu não queria atrapalha-la. Quando ela terminar, eu volto e poderemos aproveitar o tempo juntas sem ter nada a nos preocupar!

Caminhando pela muralha do castelo percebo o antigo grupo que eu julgava unido se esfarelando. A intrusa estava em um canto, uma outra criança em outro e vários grupinhos pequenos separados.

Respiro fundo, sabia muito bem o que eu podia fazer e isso não significava muito que eu quisesse. Depois de tudo que já passei com a intrusa, não me sentia muito bem indo conversar com ela.

Entro no castelo, escolho uma máscara de meio rosto branca, sem absolutamente nenhum detalhe e pego um guarda-chuva grande e preto. Saio pelo portão dos fundos – ainda penso em cuidados, não quero que descubram como entrar – e caminho lentamente em direção a garota.

Estendo o guarda chuva para protege-la, ela estava encharcada e aparentemente cansada demais até mesmo para procurar um abrigo.

Tento saber o que é, não é exatamente preocupação – mesmo que aos olhos dela e dos demais possa parecer isso – é mais...Curiosidade. A distancia se formou, o laço que pretendia criar foi desfeito e sinceramente não sinto nenhum arrependimento ou desespero em tentar novamente.

A escuto, depois de alguma insistência, e descubro que o que ela passa é o que eu passei. Sorrio de canto. Irônico, não? O mundo muda, da voltas, existem trilhões de situações que podem acontecer...Mas sempre acontecem as mesmas quase que seguidamente. Suspiro e ajeito minha máscara. Não estava muito afim de sujar meu vestido me sentando no chão então apenas fico em pé ao lado dela, protegendo as duas com o guarda chuva.

Provavelmente o gato me chamaria de tola, ou pensaria que estou cedendo...Aquela pequena luzinha branca está forte mas quieta em seu canto, acho que ainda comemorando a conquista pessoal que teve depois de mil anos de espera.

Conversamos, conto sobre uma historia que estou escrevendo...Carência é um problema tão comum e tão simples de ser tratado. O tempo passou e ela disse que precisava ir, a casa dela é mais longe que a minha e deixo que leve meu guarda-chuva. Sou uma planta, preciso de chuva!

Caminhando de volta para o meu castelo, começo a perceber que não importa se voltarei a vê-la ou não. Hoje terminamos tudo. Minha máscara estava ali apenas por defesa, mas de fato não menti e nem tive muito o que atuar.

Acredito que estamos bem agora. Não importa se esse foi o ponto final definitivo ou se foi o ponto final e amanha começaremos um novo capitulo. Acabou e sinto-me mais leve.

terça-feira, 23 de março de 2010

Enjoy the Silence



segunda-feira, 22 de março de 2010

~~ Poso fazer qualquer coisa, Mas... ~~


Eles podem fazer qualquer coisa. Porque foram feitos para isso. Podem ser mais bonitos que os verdadeiros. Podem ser mais inteligentes que os verdadeiros. Do jeito como as pessoas querem. Do jeito como as pessoas desejarem. No lugar que quiserem pelo tempo que desejarem. Assim.... Eles carregam as pessoas para um sonho. Um sonho que não desperta.
Mas... Isso faz as pessoas realmente felizes?
Eles foram concebidos para fazer as pessoas felizes.
Mas... Será que as pessoas são realmente felizes junto deles?
Existe felicidade aqui na cidade sem ninguém?

Eu não sei. Só sei... que a felicidade de cada um é diferente. As pessoas não são iguais. Cada uma é diferente da outra. Mesmo que uma pareça infeliz aos olhos da outras... Ela pode estar feliz por dentro. Os corações das pessoas possuem cores e formas diferentes. Caminhando no tempo e no espaço, o coração ainda pode mudar sem parar. Não existe um que seja igual ao outro. Por isso... A felicidade também não é única.
Então... Eu também posso ser feliz?
Espero que sim. Quero encontrar a pessoa só para mim e uma felicidade só minha.

domingo, 21 de março de 2010

The Castle IX



Desde que adormeci no chão da sala de musica, não me levantei mais.

Sinto-me tão fraca. A dois dias que não saio daqui e tudo que sou capaz de fazer e abrir um pouco os meus olhos e observar o enorme espelho que tem a minha frente. Ele reflete o que se passa lá fora pela janela.

Assisto tudo entre o sonho e a realidade, sem forças para fazer nada que realmente altere algo.

Durmo muitas vezes. Acordo sem me sentir minimamente melhor. Como se tivessem me dopando, apenas estou me deixando levar.

Lagrimas escorrem novamente quando percebo o relógio. O tempo já está passando, já estou quase no fim do terceiro mês do ano e sinto-me como se tivesse para mim, acabado de começar o ano novo.

Lá fora sei que o tempo passou de forma muito diferente. Lá fora, a virada do ano virou junto vários anos de uma vez, e como se fosse trabalho realizado por uma fada.

Não é mais o lugar que cresci. Deixei o tempo passar dessa mesma forma antes. A rainha vermelha ensinou a Alice uma vez...Se não quiser que as coisas mudem, tem que correr muito...E se quiser que mudem tem que se correr mais ainda.

Eu nunca corri e agora sinto-me arrependida. Este é um dos piores sentimentos que tem.

Tenho que me levantar, não posso passar outro dia deitada nesse chão sem fazer nada. Estico meus braços e tento dar sustentação ao corpo, erguendo-me lentamente. Continuo mole, continuo me sentindo totalmente sem forças para nada.

Saio daquele quarto, fechando bem as cortinas antes. Andando, pareço um fantasma, uma alma penada presa aquele castelo de aparência tão velha. De fato não duvido muito que eu neste momento seja isso, porque me deixei ser. Olho para o céu e vejo mais nuvens pesadas. Mais dias de chuva e estranhamente isso não está me animando.

Tomo um banho e mudo de roupa. Que farei...? Não quero entrar no salão de musica de novo, provavelmente irei cair e ficar mais alguns dias sem ação alguma.

Então... o que?

sexta-feira, 19 de março de 2010

Fall into You


The Castle VIII


Estou sozinha.

O gato está aqui comigo e alguém que eu gosto muito voltou finalmente! Estava com saudades da minha guerreira...

Mas ainda me sinto só.

Um vazio crescendo ao ponto de doer.

Não quero comer, estou quase a um dia inteiro sem comer por enjôo. Sinto fome mas não tenho nem forças para mastigar o que quer que seja – isso sem contar o fato de que tenho quase toda certeza de que acabarei colocando pra fora pelo mesmo lado que entrou.

Tranco-me no quarto de dança e deixo uma musica tocar. Olho-me no espelho e vejo que meu problema não é o forte que construí, mas o fato deu não aceitar a minha própria companhia.

Realmente devo estar entrando em depressão e não há nada que possa fazer no momento para mudar isso. Darei tempo ao tempo e tentarei refletir sobre algumas coisas.

Deito-me no chão de madeira e observa o teto. A pintura era mal feita, afinal não sou uma artista apesar de querer muito.

Sempre vou achar meus defeitos e isso não deveria ser de todo o ruim se eu também conseguisse gostar de minhas qualidades.

Por um bom tempo pensei que já tivesse aprendido a gostar de mim mesma, mas agora vejo que não gostava de mim tanto o quanto deveria.

Tenho que melhorar isso, mas enquanto eu mantiver o foco como se fosse uma obrigação não conseguirei fazer isso de verdade, dando tudo de mim e sendo sincera comigo mesma.

A musica muda e eu só percebo quando não quero deixa-la mudar novamente.

Foi quase um tapa...Começo a canta-la baixinho como fiz no começo da musica anterior e a chorar mais uma vez.

Musicas totalmente diferentes. Breathe no More e Fall into You...A primeira era uma constatação de um estado atual meu, já a segunda quase como se eu ouvisse de mim mesma que eu precisava de mim.

Um tanto louco, esquizofrênico e tudo mais que puder imaginar, mas eu realmente sentia que era como se minha alma implorasse por mim mesma.

Eu cheguei até aqui sozinha, mas não vou conseguir dar mais um passo sem estar completa.

Eu sempre soube o que era para fazer, mais uma vez a escuto essa musica e entendo o seu recado. Então por Deus o que mais falta eu fazer?! Por que não consigo me alcançar e me sentir completa?! Por que toda vez essa solidão só aumenta e a dor só se torna mais aguda!?

Encolhida como um feto, choro, choro mais que posso, choro de gritar, de soluçar! Tento por todo o lixo que acumulei ao longo dos anos e limpar o caminho. Minha cabeça dói de tanta força que faço mas ainda não consegui por tudo.

O tempo passa e eu não percebo, acabei dormindo no chão sozinha sem ter limpado o que realmente era necessário e ainda me sentindo uma imprestável. Eu sei o que é pra fazer, e se não consigo fazer é porque eu realmente sou uma inútil.

Breathe No More

The Castle VII


Finalmente a chuva parou e acho que por um bom tempo.

Tanta água que não vejo mais a estranha a não ser do lado de fora.

Acho que a intrusa perdeu o jeito de entrar, ou então a chuva fez tapar a passagem que ela usava para invadir meu castelo.

A observo do lado de fora e sorrio. Prefiro assim, com ela lá e eu aqui.

De certa forma torcia para estar errada, mas sinto-me melhor assim...Mais segura.

O vazio volta.

Sei que tem quem goste e cuide de mim, mas ainda sinto-me sozinha.

Começo a acreditar que depositei esperanças demais na intrusa...

Pouco importa agora.

Entro novamente e vou até a biblioteca.

Observo tudo, tantas estantes abarrotadas de livros. Leio os títulos mais nada me atrai. Olho para uma mesa de xadrez no meio da sala e lembro-me de um livro interessante.

As aventuras de Alice no País das Maravilhas. Procuro o livro e começo a lê-lo. Não chego nem na metade e escuto o gato na janela.

Converso com ele e me lembro da historia.

Acho que não vai dar certo e apenas fecho o livro e o deixo de volta na estante.

O gato está aqui e merece mais atenção do que toda essa bobagem que tento criar e nunca da certo.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Eternal

Eu amo esta musica, ou melhor, este pedaço da musica.

Me lembra algo belo, um belo fim.

Escutei muito quando minha avó faleceu e nem por isso escuta-la agora me deixa triste, pelo contrario, me da forças para continuar. Me da a certeza de que ela está bem e de que eu ficarei bem também.






The Castle VI


Nos vimos finalmente.

Foi por tão pouco tempo mas já percebi que as coisas não estão bem. Fico feliz. Você mudou, está mais madura, e mesmo que não saiba o que fazer sua cabeça não é mais a mesma de antes.

Sinto-me mais aliviada por vê-la como está agora. Orgulhosa.

Sei que a escolha é difícil e eu já deixei bem claro minha opinião, e vendo-a agora tenho certeza que não importa que caminho você siga, você saberá se cuidar.

E mesmo que algo aconteça, espero que não se esqueça que meu castelo e grande e forte, pode muito bem proteger a nos duas sem a menor dificuldade!

Você foi a primeira a receber meu convite a entrar e espero que só isso já prove o quão importante você é pra mim.

E me perguntou se eu sabia o quanto você me amava...Não sei, sinceramente não sei, mas sei que é o bastante para me aturar e só isso me faz muito feliz. Se for mais eu acho que choro!

Meus pensamentos acabam por me distrair demais. Estava tão feliz e ao mesmo tempo tão preocupada que meus devaneios fizeram-me esquecer que estava tentando dançar.

Mas o que é uma dança comparado a uma pessoa tão especial assim?

Espero podermos nos ver novamente logo.

Deixo a musica repetir um pedaço especifico. Eternal. Danço como se fosse uma mistura de ballet com valsa, e minha companhia é você minha cara. A chuva que volta a cair se mistura com a chuva da musica. É tão bela.

Estou sozinha, mas sei que não estou sozinha. Estou feliz pois estou com você.

The Castle V


A chuva aos poucos para e as nuvens se dispersam – ainda não totalmente. Foram praticamente seis dias debaixo d´água e não duvido nada que complete uma semana se essas nuvens branquinhas não sumirem.

O nível dos lagos aumentou bastante, estão até as escadas! Por sorte tudo dentro está seco e a salvo.

Está um pouco frio agora, andando pelos corredores percebo que não planejei bem o aquecimento da onde seria a minha casa.

Subo as escadas e chego ao terceiro andar. Minha sala de musica ficava logo no fim do corredor e seria bom ouvir um pouco de musica...Quem sabe dançar? Não, eu nunca tive aulas, apenas deixo meu corpo traduzir livremente o que o som diz.

Criei um salão amplo, com uma parede feita puramente de espelhos e uma barra. Praticamente copiei uma sala de aulas de ballet, espaçosa o suficiente para eu dançar o que eu quiser e com lugar para cada um de meus preciosos instrumentos de musica.

Me viro para fechar as cortinas e vejo a minha vizinha. Mesmo meu castelo sendo teoricamente bem isolado, ainda consigo ver os outros a distancia.

Me parecia triste, angustiada, com raiva.

Fecho as cortinas e corro para a muralha, limite da minha proteção e a onde eu poderia falar com ela.

Ela me vê e nem ao menos preciso dizer nada.

Realmente a situação está ruim. A escuto, tudo que posso fazer agora.

Ela é quase uma flor, das mais espinhosas. Complicada e bem direta, dura, por vezes cruelmente dura... Delicada, perfumada e inteligente. Ela é simplesmente...Ela!

Presto atenção em seu problema. Não me é estranho... Alguém que ela ama muito está com cegueira. Já vi tanto disso por cima de meus muros que sei bem o que ela passa. E mesmo tendo visto muito, não sei o que fazer, o que dizer para anima-la.

Ela está certa, ela já fez tudo, não sobrou nada a não ser ouvir o desabafo e oferecer meu colo caso queira. Durona, acho que não vai precisar disso... Mas ainda estou aqui e tenho certeza que ela sabe disso.

Depois de um tempo conversamos sobre outras coisas, talvez com uma conversa mais amena ela possa se animar um pouco.

Sorrio, infelizmente não tenho nada mais a fazer a não ser uma boneca por enquanto...Isso é triste, quero realmente fazer algo mas tenho medo de piorar a situação, e não fazer nada me dá a sensação de que estou sendo falsa.

Abaixo a cabeça e deixo estar. O tempo ainda vai me ensinar mais esta.

~~Alguém só para Mim~~


Eu sabia.
Não há ninguém nesta cidade também.
As pessoas estão com UM DELES.
Não despertam do sonho agradável de estar com UM DELES.
As horas que passam com UM DELES são um sonho...São momentos envolventes como um devaneio.
ELES realizam qualquer desejo.
ELES fazem como as pessoas querem que façam.
ELES são como as pessoas querem que sejam.
ELES não são pessoas por isso podem se tornar o sonho dessas pessoas.
Mas existe uma coisa...que ELES não podem fazer.
ELES não podem se tornar pessoas.
Podem substituir uma pessoa. Mas não podem ser uma pessoa.
Eu sei muito bem disso. Sei muito bem porque eu sou eu.
Eu continuo em busca de uma pessoa só para mim.
Alguém que goste de mim pelo que eu sou.
Alguém que goste de mim mesmo que eu não possa realizar seus sonhos.
Mas...A minha outra eu me diz...
Existe mesmo? uma pessoa assim?
Eu gostaria que existisse
Essa pessoa irá gostar só de mim?
É isso que eu espero.
Essa pessoa não irá querer nada de mim?
Se não for assim...
Se essa pessoa não puder gostar de mim pelo que eu sou Essa não é a Pessoa só para mim.
É mesmo?
Mesmo.
Existe de verdade?
De verdade.
Então...Cadê essa pessoa?
Acho...Que está próxima de mim num lugar não muito longe...Acho que existe alguém que eu possa gostar.
Mas...E se essa pessoa não gostar de mim? O que fará?
Se essa pessoa gostar... de alguém que não seja eu?
O coração das pessoas não pode ser apagado ou ampliado como o de um deles.
Por isso é complicado mudar uma decisão tomada por uma pessoa.
Sei disso.
O coração das pessoas muda com rapidez.
Mas também existem coisas nele que não mudam.
O sentimento de gostar, então, é uma coisa que não muda com facilidade.
Nesse caso, o que você fará?
Nesse caso, eu terei que tomar uma decisão.
Decidir... E fazer aquilo que devo fazer.
Eu, junto com minha outra eu.



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Cidade sem ninguém é uma história dentro de Chobits, logo, todos os direitos reservados a CLAMP.

quarta-feira, 17 de março de 2010

The Castle IV


Acordo assustada com o barulho do primeiro trovão. Estava tão perto que pude sentir.

Meu coração acelerado apenas me pede para correr da parte aberta a onde estou e pronto!

Olho pro céu e vejo os raios furiosos. Viria uma tempestade muito forte, como a muito eu estava esperando.

Queria ficar e sentir as primeiras gotas mas logo outro trovão ainda mais próximo me fez correr. Por um instante senti-me atacada pelo ar por todos os lados de tão forte que foi.

-OK! Já entendi o recado! – Digo em alto e bom tom para o nada. Estar sozinha tem suas vantagens, ninguém poderia ver aquela cena e depois me criticar.

Corro para dentro e ainda assim sinto os primeiros pingos grossos da chuva. Essa iria durar bastante.

Ao finalmente voltar para o quarto, observo da janela o verdadeiro tamanho que tinha aquela tempestade.

Tão linda...Poderia ficar horas a observa-la se não fosse um bilhete em cima de minha escrivaninha.

Uma carta ali?Isso não era normal, deveria ter visto isso logo de cara. Abro-a e sorrio com vontade de chorar.

Minha louca, minha criança estava com saudades de mim e preocupada! Sorrio tão abobalhadamente de felicidade que com certeza minha expressão deveria estar cômica.

Passamos ótimos momentos juntos, ela foi uma das poucas que eu convidei a entrar em meu castelo e ela o fez feliz. Não usa máscaras comigo e também não as uso com ela.

Brigamos, voltamos a nos ver, peço colo, ela me pede colo. A ajudo, ensino o que posso mesmo não tendo de certa forma vivido tanto quanto ela.

Não sei definir o amor que sinto. É puro, seguro como não sou capaz de sentir – meu ciúmes é bem controlado por isso – e forte. Ela não liga se tenho pétalas ou não, apenas gosta da minha companhia e eu verdadeiramente amo a companhia dela.

Agora está longe por forças da vida dela, as escolhas que teve. Mas me aquece o peito saber que não se esqueceu de mim e ainda se preocupa comigo.

Não percebo as lágrimas quentes que escorrem pelo meu rosto. Apenas volto a fitar a tempestade e a imagina-la.

Quando a chuva passar, mandarei um recado também. Espero que ela possa vir aqui logo, estou realmente com saudades.

Deito-me na cama e releio a carta. Era simples e objetiva, mas me alegrava ler. O sono volta e acabo dormindo com o papel pressionado contra o meu peito.

~~ Cidade Sem Ninguém I ~~

Nesta cidade não havia ninguém.
Na cidade havia casa e janelas iluminadas.
Mas não havia ninguém nas ruas.
Olhei por uma das janelas tinha uma pessoa...
Mas ela estava com um deles. Olhei dentro de outra casa.
E a pessoa também estava com um deles.
Esta cidade é igual a todas as outras.
É divertido estar com um deles,
Mais divertido do que estar com outra pessoa.
Por isso, ninguém mais sai nas ruas.
Não há ninguém nesta cidade.
Eu farei uma jornada. Irei para outras cidades.
Eu queria que alguém me achasse. Alguém só para mim.
Mas, quando esse alguém só meu passar a gostar só de mim...
Será a hora de nossa separação.
Ainda assim eu quero achar alguém só para mim.
Pensando nisso, eu continuo vagando por outra cidade sem ninguém...




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Cidade sem ninguém é uma história dentro de Chobits, logo, todos os direitos reservados a CLAMP.

The Castle III


O gato não me visitou hoje.

A conversa com a intrusa se torna banal, rotineira, vazia.

Caminho de forma automática pelo castelo enquanto meus pensamentos são levados juntos com a brisa. Vazio.

Sinto um vazio enorme naquele lugar que construí...Um lugar tão grande mas que apenas uma pessoa mora.

Quando dou por mim, meus pés me levaram até um dos pátios internos a onde deveria ser um belo jardim. Não era um lugar de todo o feio, mas era sem vida.

Um lago pequeno que tinha ligação com outras partes do castelo, os muros inacabados – mudanças de plano em cima da hora – e grama. Apenas isso.

Sorri de forma forçada. Planejei um lindo jardim para mim, mas nada sobrou de mim, quem dirá de quem eu deveria cuidar...

Pensando nisso, não me lembro como eu era antes. Aproximo-me do lago e observo o meu reflexo. Qual era a cor de minhas pétalas mesmo?

Sento na grama, o toque não era macio como esperava. Lembravam pequenas lixas fininhas.

Isso é banal agora, afinal, se eu descobrir como pude errar a mão, talvez eu descubra como concertar isso.

Olho pras minhas mãos e meu reflexo no lado. Tudo negro a onde era para existir cor.

Será que regredi?

O preto é o nada, cor nenhuma, o não luz que absorve tudo. Se eu tinha alguma cor antes e agora estou assim, significa que eu regredi.

Lembro-me que ainda tinha flores, tinha pétalas machucadas mas ainda macias quando conheci o louco. Minhas máscaras já existiam e por conta delas eu tinha uma proteção que me permitia um contato social.

Nunca vou esquecer de como ele me defendeu e cuidou de mim. Sinto falta disso. Até mesmo a dor que ele me proporcionou e querida por mim. Em meio a tantas mentiras, acho que pelo menos aqueles raros momentos eram sinceros.

Eu o refiz, e ele me refez. Por mudarmos dessa forma nos dois nos machucamos depois.

Ouvi da boca dele certa vez que não é mais capaz de construir uma barreira...Sinto-me feliz e culpada.

Por culpa dele, deixei as máscaras de lado, já não eram eficazes. Construí este palácio e a solidão só aumentou.

Sinto um carinho muito grande por ele, tanto que somente ele sabe como ultrapassar esses muros de forma segura e que eu não vá expulsa-lo.

Mas o lugar dele não é mais aqui dentro. Sei disso até em minhas entranhas. Ele sabe e também não deve desejar morar em um lugar tão feio como este.

Isso não muda o fato de que sinto falta do louco. Das ultimas vezes que o vi passar ele estava tão distante... Gritei e ele meramente sorriu para mim e continuou.

Foi a vida que nos dois escolhemos. Espero que esteja bem lá fora.

Com esse pensamento, fecho os olhos e deito na grama. Não é uma cama confortável, mas é melhor que o gelo de alguns quartos. Estou um tanto cansada de atuar, cansada até de pensar.

Durmo.

The Castle II

Parece que a ameaça funcionou por agora. Ainda não sei se fiz bem ser tão direta, mas isso não importa já que consegui mais tempo para pensar no que farei com a intrusa.

As coisas podem terminar de uma forma simples e rápida, mas não me sentiria bem por não ter certeza.

Droga! Como ela consegue invadir meu forte e manter sua máscara?Não é justo! Se eu pudesse ter certeza de algo, seja no melhor ou no pior ao menos saberia o que fazer e o faria sem receio.

Agora ela está aqui, mais atenta. Deve ser algo bom, né? Se ameacei e ela se preocupou em não poder voltar deve ser porque gosta da minha companhia...

Ou então é pior do que sou capaz de imaginar.

Não tenho mais pétalas a perder, mais uma ferida não seria notada em meio a tantas...Então o que?

Um gato sempre pula o muro quando tem vontade. Um pouco de companhia felina vinda de livre vontade é bom as vezes.

Ele me diz que não devo confiar, que também quer se divertir em ver mais máscaras caírem. Concordo com ele porém ainda não consigo ter segurança que seja caso de uma armação a la Conde de Monte Cristo...Me instiga e um movimento errado dela me faz querer ter ao menos algo preparado.

Visto uma de minhas máscaras.

As criei e usei muito enquanto os muros altos de meu castelo estavam sendo construídos e desde que pude me trancar aqui dentro, usei-os poucas vezes, apenas quando por necessidade extrema eu tinha que sair.

Olho-me no espelho e estranho...Tempos atrás eu me veria perfeitamente real e normal, agora já não consigo mais me unir a máscara de forma a realmente torna-la um rosto meu.

De qualquer forma, ela será uma mera peça provisória, sem definição...Dependendo das respostas que terei irei muda-la ou tira-la.

Por favor, tire a sua máscara antes de mim, deixe-me ver quem realmente és e evite algo desnecessário...Quebre-me a cara e mostre que estou errada!...Não quero um orgulho inteiro se meu corpo definhará com mais uma ferida...

Sinto falta do louco...



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The Castle são histórias minhas, muito pessoais e acho pouco provavel que terá serventia para alguém...Mas mesmo assim venho aqui pedir. NÃO COPIEM!

terça-feira, 16 de março de 2010

The Castle I


É estranho olhar pra ti depois de tudo.

Conseguiu invadir o meu castelo, pareceu-me bastante interessada na única habitante dele no começo.

E agora só a vejo longe.

Numa das janelas altas os observo por além de meus muros cheios de espinhos. Estão todos felizes se divertindo.

Por um momento desejo estar ali com eles, sorrir sem preocupações e me sentir viva. Por outro, olho-me no espelho. Já não tenho mais a beleza que tinha em outrora, as cicatrizes estão por todas as partes e sei delas ali não importa como eu me vista. Não consigo esquecer que estou aqui dentro, isolada exatamente por um dia já ter estado lá fora tentando sorrir com eles.

Não quero terminar no meio de uma roda ouvindo musicas malditas e sofrendo com pedradas, patadas, cortes enfim...Me ferindo por acreditar.

Agora não confio em você.

Não descobri qual maldito caminho secreto você descobriu ou criou para chegar aqui, mas me amaldiçôo por não ter tomado conta direito de meus muros. Sinto-me sozinha, mas é pior quando estive com alguém e agora esse alguém esquece de você.

No fundo sei que nunca liguei por ela ser ela, só liguei porque era uma companhia.

Começo a crer que você também não ligava para eu ser eu, era apenas o mistério, o desafio, a companhia talvez...Agora que não existe mais nenhum desses e essa companhia pode ser substituída por outros, por que ficarias, não é?

Diz que ainda se importa. Minha paranóia diz que não. Gostaria de estar errada dessa vez, mas a cada dia tenho mais certeza.

Tenho que achar rápido essa entrada secreta e fecha-la. Ou com ela fora ou na pior das hipóteses com ela dentro...Não importa! Só não vou suportar esse vai-e-vem de um ioio por mais tempo!

-Se ela quiser ficar...Vai passar a ter noção de meus espinhos! –Falo para mim mesma enquanto me fito pela ultima vez no grande espelho que tem logo a frente da janela. Em seguida, parto a procura daquela maldita, ou da passagem que ela usa.



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Minha autoria, não vou dar muitas explicações de algo que está na cara. A comparação feita é meio chicle também - sinto-me frustrada por isso - mas começou com um certo alguém que me chamou de rosa e se arriscou pela primeira vez em meus espinhos...Espero que tenha conseguido passar um pouquinho o que se passa dentro de meu castelo agora que estamos tão longe Sr.. Sinto falta de alguém tão louco ou tão corajoso quanto você.

Porque isso é MUITO importante!


Comunicado especial, interrompemos a programação normal deste blog porque hoje (Dia: 16/03) é o aniversário da Srta.(T) Blume Stray =D 19 aninhos hem?tamos velhas manola...

*Apanha*Hei!o.#’ calma, sem violência! XD isso É importante poxa!

Bom, é difícil quantificar o quanto ela significa pra mim (Se não fosse assim não seria minha “esposa”). Eu já conversei sobre isso com ela algumas vezes e mesmo parecendo contradito o que eu disse pessoalmente, ela conseguiu me entender!oo’’’

Me apóia nas minhas crises EMOcionais, sabe que não sou uma criança e não me trata como tal. Me da atenção (fator fundamental *criaturamaiscarentequeexiste*) e em contra-partida faço basicamente o mesmo com ela XD e ainda consigo dar mais broncas!\o/

Anyway, sei que tem sérios problemas com a sua família e não tiro suas razões, mas se não fosse por tudo como aconteceu provavelmente hoje eu não estaria aqui escrevendo esse post pra você, nem nos conheceríamos!

Fico feliz por tudo que passamos, tudo ruim e tudo bom. Foi uma das poucas pessoas que conseguiu me tirar da minha inércia e me fazer sentir um pouco viva! Até mesmo quando meu porto seguro se foi.

Muito obrigada por tudo moça! Você tem um lugar nesse trapo de coração que restou s2

Bom, basicamente é isso!=D

Tenha um grande dia moça! Te amo e seja muito feliz neste e em todos os anos! S2



Calma manolo! Ela não é das dorgas! Já nasceu assim mesmo!/Apanha (A)Q? XD

domingo, 14 de março de 2010

Clara-chan!


*_* É importante pra mim mesmo a conhecendo a pouco tempo ^^
Sinto-me bem conversando com ela e ela me faz sentir que tenho algum valor S2
podem não achar muita coisa uma foto com um nome, mas pra mim vale muito!
E por isso ela veio parar aqui!=*
Te momo filhota linda S2

Breve escreverei algo melhor, prometo XD só não podia deixar passar em branco =X

No Name

-Papai!-Gritei a plenos pulmões, me levantando da cama confortável a qual tinha direito. Um pesadelo, um horrendo pesadelo.

Olho pros lados e a primeira pessoa que vejo é um servente, um eunuco em prantos para entender o que estava acontecendo a preciosa filha do rei.

Não queria os carinhos e preocupações dele, queria meu pai! Gritei mais uma vez e outro servente acabou adentrando afoito em meus aposentos e nem teve tempo de saber o que houve e já foi expulso pelo primeiro para assim ir avisar ao rei que sua filha o chamava, e que só servia ele ali.

Chorava, tremia. Era tão real. Um homem conhecido havia virado a noite a enfrentar o exercito de meu pai na tentativa de destruí-lo e levar junto o maior numero de tesouros que ele possuía, dentre eles, eu.

Não demorou muito e logo ouvia o meu pai dar ordens a todos os serventes de dentro do quarto saírem e os de fora se afastarem e que o ultimo ainda fechasse a porta. Correu até mim e secou minhas lagrimas.

Não era sua única filha, mas era a única de um casamento oficial e por conta disso podia desfrutar de muitas regalias e a melhor delas era a segurança de meu pai sempre que possível.

O abracei e chorei, contei sobre o meu pesadelo de ter sido levada a marra por aquele traidor. Nunca deveriam ter confiado em um ex-mercenário, nunca deveriam tê-lo deixado crescer tanto em poder e riquezas!

Suas caricias me acalmavam, me dizia em voz mansa que aquele sujeito já não poderia mais ameaça-la se o quisesse, já estava morto.

Solucei, minha cabeça doía de tanto chorar e meus olhos pesavam de sono. Foi uma noite conturbada e nem no mundo das ilusões tive um pouco de paz. Acabei dormindo nos braços de meu herói.

Acordei assustada. Um grito alto de uma menina. Levantei-me esbaforida e quase cai da cama. Não era o meu quarto e não era a mesma cama confortável que dormia, essa era bem menor.

Olhei ao redor e ainda estava tudo escuro, porcamente iluminado por velas. Encontrei meninas, encolhidas na cama apavoradas, umas até em outras camas se abraçando a outras meninas por medo. Outro grito, algo que soava como um pedido de socorro, uma suplica para que não a levassem.

Todas ali pareciam ter a mesma idade que a minha, uns 12 ou 13 anos, umas talvez um pouco mais, mas não passava muito. A porta estava guardada por dois serventes fortes, pareciam mais guardas do que encarregados de cuidar do harém.

Agora me lembro, o pesadelo de meus sonhos...Não havia sido um pesadelo, era real! Havia sido arrancada dos braços de sua família por um ex-mercenário que conseguiu força o suficiente para montar um pequeno reino. Como tradição dos reis, também queria ter seu harém e não aceitava meninas quaisquer, queria apenas nobres. Infeliz! Queria encontrar uma esposa nobre para obrigar os outros a aceitar sua posição que conquistou com mortes!

Miserável! Agora os gritos faziam sentido...Pobre menina, deveria estar sendo levada para passar uma noite com aquele monstro.

Fitei novamente as outras virgens do local, todas assustadas, imaginando que cedo ou tarde aquele aconteceria o mesmo com elas. Não permitiria que isso acontecesse consigo, não sem lhe causar uma grande perde antes...Ele pagaria da forma mais cara a violação de tantos nomes, de tantas famílias.


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Pessoas do meu coração, isso é um esboço do começo de uma historia que estou tentando criar. Já a tenho bem avançada em meus pensamentos, porem ainda não havia começado a escrever até ver uma mini-serie da recorde (Quem diria que eu encontraria nessa emissora alguma coisa que prestasse....)

A historia se passa na Pérsia, um enredo devo confessar que parece um bocado batido, mas mesmo assim quis escrever e ninguém tem nada com isso uú’. Por enquanto não possui nome a historia, mas logo criarei algo...Não consegui organizar totalmente as idéias, mas colocar o inicio aqui já me força a continuar organizando e não deixar a preguiça me levar.