quinta-feira, 22 de abril de 2010

Nasceu!


Não sei desde quando quero isso, mais de uma década, com certeza...E também não duvidaria nada que desejo isso desde que me entendo por gente.

Mas finalmente o dia chegou.

Hoje acordei determinada a gastar o quanto fosse para meu filho vir ao mundo, e eu rodaria o dia inteiro se precisasse para encontra-lo.

Andei bastante, mas não cheguei a me cansar (apesar dos avós dele já estarem mortos antes mesmo de busca-lo na loja) e o encontrei. Nunca pensei que meu segundo seria logo de um Luthier, mas fico feliz.

Hoje chega em minha casa, meu sonho. Para vocês que lêem pode até ser uma coisa boba, “é apenas um violino”...Mas para mim é um verdadeiro sonho!

Logo tentarei trazer uma foto de meus filhos para cá.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

The Mirrors I



Era um quarto grande e vazio, de objetos ali só existiam três espelhos grandes, um pouco maiores que portas em tripés espalhados pela sala a formar um triangulo.

Não perco tempo, jogo uma manta negra e pesada em casa um dos espelhos que formariam a base – que ficam na lateral da porta pra quem entra – e caio de joelhos na frente do ultimo, que fica bem na cara da entrada.

Meu reflexo não é o meu. Um físico totalmente diferente, uma menina oriental de longos cabelos negros e expressão angelical. Nossos movimentos algumas vezes (ou muitas) são exatamente iguais.

Assim como eu, ela esta triste, ajoelhada no chão e de cabeça baixa.

-O que sou eu?

-Você é real?

-Elas....São reais?
-Você realmente sou eu?

-Por que eu sou assim?

-Elas....São realmente parte de mim, ou meramente são janelas que aceitei de bom grado vindo de pessoas que eu não gosto?

Foi uma ping pong curto de perguntas. Parecia que uma não ouvia a outra mas na verdade as perguntas se complementavam.

Eu preciso descobrir...Se elas são parte de mim, de verdade, e com isso tudo que eu vejo não passam de fantasmas que eu criei por tamanho medo que tenho daquelas pessoas. Ou se eu imagino isso, se imagino as nossas semelhanças exatamente para negar que elas não são parte de mim!

-Você não sabe...Não é mesmo? Você sou eu...E tudo que você sabe é aquilo que eu sei...

-“Então vai ser uma homenagem a você!”

-CHEGA!

Dói lembrar aquilo e me deixa mais confusa...

-Foi mentira...Não foi? – Ela indaga num tom baixo e triste, de quem precisa dessa resposta rápido.

Eu não sei... Por um lado, eu já tinha aquela historia feita... Meu pequeno anjo perdido já estava sendo feito e eu precisava da companhia daquela pessoa para dar andamento a historia... Por serem parecidas, eu disse aquilo. Eu não conseguia fazer nada por mim mesma, eu acho...

-E agora consegue?

Pensando bem, mas uma vez não sei.

Eu não consigo esquecer, não consigo me perdoar... Jogo a culpa para o meu “não-saber” mas, será que realmente é só porque não sei?

Eu preciso de ajuda...Me sinto travada, com medo, tudo que eu olho eu lembro de uma dos dois e fico com medo de estar gostando delas porque me lembram aqueles dois infelizes!

Tento me iludir falando que é apenas trauma... Não sei o que fazer, não sei o que selecionar para jogar fora e o que é para ficar, o que precisa e o que não precisa de uma limpeza.

-É por isso que está tão quieta?

A resposta foi uma afirmativa com a cabeça, em silêncio.

-Você sou eu... Acho que é a única afirmativa de hoje...

-Elas são você também... Né? –A menina tenta dar um sorriso, mas estava triste e confusa demais para ser espontânea agora.

Olho pros lados e vejo os dois espelhos cobertos. Suspiro profundamente e fecho os olhos.

Mais lagrimas.

-Eu não sei de nada.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Dreamcatcher



Music Dolls - Chapter 01: Dreamcatcher


Cheiro de flores. Inúmeras. Algumas que nem ele mesmo conhecia, e outras já bem familiares ao seu olfato, como as sempre lindas e elegantes rosas, as divertidas margaridas e girassóis, jasmins, camélias e etc.

Escuridão, aos poucos ia abrindo os olhos e se encontrando em um lugar totalmente desconhecido, mas estranhamente confortável para o rapaz. O sua vista era de um ponto baixo, o que logo notou ser por conta de sua queda ou qualquer coisa do gênero. Estava deitado no chão e realmente não sabia como aquilo aconteceu.
Levantou-se e girou lentamente em torno do próprio eixo. Buscava inutilmen
te reconhecer o local, captando cada detalhe das paredes de pedra cuidadosamente esculpidas e do vasto jardim, sabia que o era mesmo que na escuridão desse para ver apenas as plantas mais próximas do corredor coberto onde estava. Iluminação precária, não conseguia nem ver além do pedaço de corredor em que estava, nem para trás nem para frente. Nenhuma porta nesse trecho.
Parara por um momento. O som de seus sapatos... Não são os seus sapatos, o som era diferente, alias, até se sentia mais alto. Olhara para os pés e os via calçados em um sapato novo como só os ricos tinham dinheiro para ter. Reparara também que suas calças eram diferentes, novas, bem engomadas e igualmente luxuosa.
Procurou uma janela, com a escuridão que estava, as poucas velas que estavam no chão de mármore italiano causariam um efeito de espelho aos vidros.
Olhou-se e logo teve uma grande surpresa ao ver como estava. Era um sonho, só podia! Estava tão elegante quanto um nobre! Piscou os olhos algumas vezes, para confirmar o que via no reflexo do espelho, seu sorriso bobo só aumentava a cada vez que se via. Voltou a olhar em volta mais feliz, sua curiosidade aumentava e queria saber o que havia se passado, como tinha chegado ali e quem fora a boa alma que lhe dera ao pelo menos emprestara aquelas roupas tão caras.

Mais passos, cada vez mais próximos. Correu em direção aos mesmo e só teve tempo de ver a barra de um vestido branco bem rendado se arrastar calmamente para dentro de um salão solitário no meio do jardim. Não conseguia ver muito, as luzes do salão ainda estavam sendo acesas, vela por vela, isso somado ao fato da dona do vestido parecia sempre saber como se esconder das grandes janelas que aquela construção extra possuía.


Caminhou em meio a escuridão, lentamente para não tropeçar ou então ferir uma das belas plantas que ali existiam. Ao tocar novamente o chão de mármore já podi
a ouvir o som de um violino. Seu sorriso aos poucos morria com o choro do instrumento. Aproximou-se da entrada e viu uma bela menina a tocar de costas para a grande porta. Seu vestido deixava os ombros e os braços a mostra, a pele alva e delicada o atraiu por uns instantes. Vestido muito delicado, alças completamente de renda que seguravam pelo lado, um espartilho branco com pequenos detalhes em fio de prata e uma saia longa um pouco rodada, tendo como camada mais externa apenas um tecido de renda bem fino. Era como se visse uma boneca de porcelana criando vida e chorando por ser o que era. Balançou a cabeça, da onde tinha tirado aquela comparação? De qualquer forma não conseguia evitar tal pensamento ao observar a violinista tocando.
Cabelos de um ruivo acastanhado, claro e que a faziam única. Presos por uma trança frouxa, varias mexas caiam pelos lados do delicado rosto de menina que ela tinha.

Uma dor no coração. A musica havia parado e a jovem se virado para encarar o intruso e ele nem ao menos reparara. Seus olhos se cruzaram. As esmeraldas frias e tristes dela com os aconchegantes olhos castanhos do rapaz. Uma lagrima escorreu pelo rosto
dos dois e eles não percebiam.
-Erin....- Uma voz doce... ... seguida de um trovão e um tranco que a carruagem deu. Acordou assustado e olhou em volta. Tinha razão, era tudo um sonho! Irritou-se ao ver que ainda estava com as vestes simples de um musico iniciante e seu irmão mais velho a dormir na sua frente, ainda dentro de uma pequena carruagem. A noite ia alta, a chuva continuava a castigar e pelo jeito iria demorar ainda mais para os dois chegarem ao local de destino.
Fitou o irmão dormindo na cadeira da frente. Impressionante como aquele ser conseguia dormir em qualquer canto e de qualquer forma! Um rapaz que lembrava o musico, só que mais alto e de um corpo mais bem farto e menos definido.
Roncava. Como conseguiu dormir de chegar a sonhar com alguém roncando desse jeito?
Puxou ar até encher plenamente os pulmões e tocou o tampo de sua maleta. Sua paixão estava ali dentro.

Poderiam ser consideradas aquelas caricias quase indecentes pela forma com que ele ficava ao faze-lo se não fosse o fato de que o jovem moreno acariciava uma humilde caixa de madeira, mas seu amor pelo instrumente que ficava guardado dentro era tamanho, que muitos poderiam pensar que ele preferia continuar aquele ritual que o hipnotizava a fazer o mesmo com uma bela jovem! Aquelas caricias o acalmavam quanto ao fato de ter acordado tão cedo do sonho. Aos poucos, animava-se novamente. Chuva e uma nova oportunidade, não podia ficar tão mal apenas por conta de um sonho – mesmo que esse fosse extremamente real.

A ansiedade voltou. Seu amor pela musica e talento conseguiram arrumar uma passagem de ida para Londres!

Perto da realeza, no coração da Inglaterra! Bem... Talvez não tão no coração. Na verdade sua carruagem ia para uma cidadezinha bem próxima. Pequena em população, gigante em riqueza! Um lugar tão pequeno conseguira juntar muitos nobres, era mais um Resort do rei.

Mesmo muitos nobres, ainda existia pessoas miseráveis, assim como sua família. Condução luxuosa, mas com um destino não tão luxuoso assim. Por motivo de medo, preferia passar os primeiro dias na casa dos parentes – não eram bem parentes, eram os “contatos” de seu irmão mais velho, que acabaram por conseguir esse trabalho para ele. –, ir direto morar com o Duque de Berni parecia uma idéia que o incomodava. Era educado mas mesmo assim tinha medo de cometer muitas falhas... Preferia ir se acostumando aos poucos.


Musica da chuva que aos poucos suavisava-se de trovões... Chacoalhar da carruagem que ia lentamente para não ter problemas com a lama do caminho acabava se tornando quase um embalar da natureza para que o cansado rapaz voltasse a dormir.
Ao perceber o que aquele espetáculo que estranhamente adorava estava pretendendo, sorriu de canto, talvez conseguisse retomar o sonho de onde parou e assim, saber quem era a tão encantadora violinista.
Os topázios marrom-claro que o rapaz tinha como olhos são lentamente escondidos por suas pálpebras. Coincidentemente quando o veiculo passa por um buraco um movimento do rapaz é feito e acaba se tornando um tanto bruto demais para um corpo tão esguio e aparentemente delicado. Tinha intenção de se acomodar no lugar, que era tão pequeno que ele precisaria dar uma de contorcionista para conseguir dormir sem ter que abandonar seu amado violino.

Para época, ele já era considerado um homem com seus recém completos 18 anos. Era para ter maturidade mas continuava a agir como um menino, ansioso para voltar a dormir e reencontrar alguém que só existia em seus sonhos.

De olhos abertos observou a chuva por mais um tempo, imaginando que se não passassem por mais nenhum buraco fundo, ela o fizesse dormir.


Ao longe, uma mansão, quase um castelo era iluminado por um raio. Piscou os olhos varias vezes ao ver que além da grande casa principal existia também uma construção menor, que deveria ser apenas um salão. Era muito parecido com o seu sonho. Pode sentir o cheiro das flores se misturarem com o da terra molhada e aquela musica de violino. Tinha que descobrir o nome daquela musica, tinha que descobrir de quem era aquela morada!
Estava tão animado com as novas perguntas, que nem percebeu que seus olhos já fecharam e que tudo que via agora era meramente uma cena que suas pupilas gravaram.

Adormeceu.


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~~Aviso~~

Music Dolls é uma historia minha, criada 100% da minha cabeça fraca. Por favor, se tem algum amor pelas coisas que cria, NÃO COPIE os meus textos! São importantes para mim, são parte de mim, então não o faça!

A todos os que leram, obrigada. Em breve tentarei dar continuidade a historia.

The Castle XI


Acordo me sentindo tão bem, tão leve.

Finalmente as tempestades passaram e acho que começo um período de calmaria para poder me recuperar.

Tudo está se ajeitando e sei que não vai durar e justamente por isso aproveitarei o máximo que posso!

Minha historinha, fico feliz que esteja conseguindo continua-la, mas falta algo. Falta o gato! Nos momentos da tempestade ele esteve aqui, agora que as coisas se acalmaram ele sumiu!

Onde será que aquele felino se enfiou? Na certa, está aprontando algo...

Sinto falta dele...Gostaria de mostra-lo a nova historia que estou escrevendo! Não é sobre as que já comentei, é diferente – apesar de nem tanto.

Lembra um pouco Pinocchio, mas não...Talvez Vocaloid, mas não foram criados para encantar o mundo, se bem que no fundo não sei da historia desse programa. De qualquer forma estou empolgada e poderá ser algo interessante no final!

Me arrumo, faço meus deveres e vou para a biblioteca. Puxo um caderno em branco e me sento a mesa para escrever.

Quando ele chegar, deve me procurar aqui...Eu espero.

Life is like a Boat

The Castle X - 2


De volta ao castelo encontro braços quentes para me acolher. É tão bom ter alguém nos esperando! Me aconchego, a encho de mimos e tudo mais. Não sei porque estou tão melosa, mas estou e não dou a mínima para isso!

Passamos um tempo junto mas logo reparo que o tempo está novamente a brincar conosco de um jogo já conhecido.

Ele está correndo em velocidades diferentes. Para mim, vários anos viraram em um segundo, acho que para a minha criança algo parecido está acontecendo.

As coisas mudaram, nos mudamos, não somos mais as mesma de quando Bazett conheceu a recém liberada do sanatório.

Amadurecemos, de formas, velocidades e por experiências diferentes. Mas amadurecemos.

Estamos todos correndo, navegando, voando, o meio não importa mas nossas vidas seguem. As vezes por estradas comum, as vezes por caminhos diferentes. Não importa como, nos mudamos e se nos mantivermos juntas nem sempre a mudança é percebida, mas quando os caminhos começam a se afastar essa mudança fica mais nítida.

Não tema, é normal e não significa que você está se afastando deles ou eles estão se afastando de ti. Significa apenas que seus olhos agora estão mais abertos e você pode ver melhor as coisas, e podendo vê-las você tem o direito de altera-las em alguns pontos.

Se não conseguir, também não se deixa abater, um caminho novo está para surgir e você tem que estar alerta. Uma tempestade pode vir, ou então algo bom, nunca se sabe.

Sempre que quiser pode correr aqui para meu castelo e descansar um pouco, sentindo-se forte novamente eu a deixarei partir com a esperança de que nossos caminhos continuem sempre próximos!

Sobre as pressões... Elas sempre existiram, sempre vão existir e a tendência é piorar, sinto mas sobre isso eu não tenho como dizer algo que a anime! É um treinamento e como tal sempre vai se tornar mais difícil dentro do seu limite. Você vai conseguir. Vai ficar tudo bem, força!